Estados · Os senadores de 2018
Mais votos que em 2018, e fora: dos senadores que pediram mais oito anos, menos da metade fica
Dos 54 eleitos em 2018, 31 tentaram o Senado de novo e 13 venceram (42%). Dos governadores de 2022 que pediram mais quatro anos, 8 de 9 levaram. Sete senadores derrotados tiveram mais votos do que quando ganharam.
Reportagem · Estados e redes estaduaisEleições 2026 · 1º turno14 de outubro de 2026
Em 2018, Carlos Viana foi eleito senador por Minas Gerais com 3.568.658 votos. Em 4 de outubro de 2026, recebeu 3.583.487: quase 15 mil a mais. Ficou em terceiro. Minas tinha duas vagas.
Viana não está sozinho. Dos 54 senadores eleitos em 2018, 31 pediram ao eleitor mais oito anos no Senado. Ganharam 13. Perderam 18. O mandato dos 18 acaba em 31 de janeiro de 2027.
A régua ajuda a medir. Dos nove governadores eleitos em 2022 que tentaram mais quatro anos, oito venceram no 1º turno. No Senado, ficaram 42 de cada 100 que tentaram.
Sete perderam com mais votos do que quando ganharam
Esperidião Amin (SC), Ciro Nogueira (PI), Renan Calheiros (AL), Leila Barros (DF), Carlos Fávaro (MT) e Zequinha Marinho (PA) estão na mesma lista de Viana. Zequinha teve 514.697 votos a mais que em 2018 e ficou em quarto no Pará.
Voto de 2018 não é régua de 2026: cada eleição tem outro número de eleitores e outros adversários. O caminho inverso também aconteceu. Jaques Wagner (BA), Cid Gomes (CE) e Alessandro Vieira (SE) venceram com menos votos do que em 2018.
Os 54 senadores eleitos em 2018: o que cada um fez em 2026
Escolha um grupo. Depois, toque num quadrado.
54 senadores, um quadrado para cada.
Em nove estados, os dois de 2018 disputaram as mesmas duas vagas
Cada estado elegeu dois senadores em 2018 e escolheu outros dois em 2026. Em nove estados, os dois eleitos de 2018 voltaram juntos à urna. No Amazonas e em Sergipe, os dois ficaram. No Maranhão e no Espírito Santo, os dois saíram.
Nos outros cinco, um ficou e o outro não. Na Bahia, Jaques Wagner ficou. Angelo Coronel teve 2.898.885 votos e ficou em terceiro.
Dos 31 que tentaram o Senado, 19 voltaram por outro partido. A sigla de 2018 não é a mesma da tela de 2026.
Nove foram atrás de outra cadeira
Jorginho Mello deixou o Senado em 2023 para governar Santa Catarina e agora se reelegeu. Marcos Rogério ganhou o governo de Rondônia. Flávio Bolsonaro (RJ) disputa a Presidência no 2º turno. Eduardo Girão (CE) foi candidato a vice-presidente.
Izalci Lucas (DF) se elegeu deputado federal. Mara Gabrilli (SP) ficou como suplente de deputada estadual. Jader Barbalho (PA) e Nelsinho Trad (MS) entraram como 1º suplente de senador, e as chapas venceram. Daniella Ribeiro (PB) também foi de suplente; a chapa perdeu.
Os outros 14 não estavam na urna. Dois morreram no mandato: Arolde de Oliveira (RJ) e Major Olimpio (SP).
Em oito anos, 13 projetos sobre leitura
No Senado, o trabalho que fica escrito é o projeto de lei. Os 54 eleitos de 2018 apresentaram 4.406 desde fevereiro de 2019, segundo os dados abertos do Senado. Procuramos na ementa, o resumo oficial de cada projeto, as palavras leitura, livro, biblioteca, alfabetização e letramento.
De 4.406 projetos de lei, quantos falam de ler?
Dê seu palpite. Leitura, livro, biblioteca, alfabetização ou letramento na ementa.
0projetos, de 6 senadores
Sobre leitura, livro, biblioteca ou alfabetização: 13
Para gravar um nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria: 39
Sobraram 13 projetos, de seis senadores. Jorge Kajuru (GO), que não concorreu, escreveu cinco; um deles troca dias de pena por livro lido na prisão. Veneziano Vital do Rêgo (PB), reeleito, escreveu três; um deles põe biblioteca em conjunto habitacional.
A palavra livro aparece mais em outro lugar. Os mesmos senadores apresentaram 39 projetos para gravar um nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. É o triplo dos projetos sobre leitura.
Escrever mais projetos não separa quem ficou de quem saiu. A metade dos 13 reeleitos apresentou até 56. A metade dos 18 derrotados, até 69 ou 70.
Carlos Viana apresentou 120 projetos e teve mais votos do que quando ganhou. Desta vez, não bastou.
Como fizemos
- Quem é quem. Cadastro de candidaturas do TSE (consulta_cand_2026, _2022 e _2018). Ligamos as eleições pelo CPF, não pelo nome. Eleito em 2018 é quem o arquivo atual do TSE dá como eleito senador: são 54. Em Mato Grosso, o arquivo já traz Carlos Fávaro, eleito na eleição suplementar de 2020, no lugar de Selma Arruda, cassada.
- Votos. TSE, votação por município e zona (votacao_candidato_munzona_2026 e _2018), 1º turno, só votos válidos. Posição é a ordem de votos entre todos os candidatos a senador do estado; havia duas vagas por estado em 2018 e em 2026.
- Projetos. Senado Federal, dados abertos: lista dos senadores da 56ª legislatura (senador/lista/legislatura/56) e projetos de lei de autoria de cada um (processo?codigoParlamentarAutor=…&sigla=PL), baixados em 14/10/2026. Contamos só projeto de lei (PL) apresentado de 1º de fevereiro de 2019 em diante; coautoria conta para cada autor, e o total dos 54 conta cada projeto uma vez por autor. Projeto de emenda à Constituição, requerimento e discurso ficaram fora.
- Leitura. Busca automática na ementa por “leitura”, “livro”, “biblioteca”, “alfabetiz” e “letrament”. Tiramos os 39 projetos do Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria e os que citam um “Livro” de código de lei. Projeto sobre leitura cuja ementa não usa essas palavras fica fora da conta.
- Limites. O projeto apresentado mostra o que o senador escreveu, não o que virou lei nem o que ele votou. Os discursos ficaram para outra matéria. Ministro licenciado do Senado apresenta menos projetos. A comparação com os governadores é a de 2022 para 2026, só no 1º turno.
- Conta. O cálculo está em
eleicoes/calculos/os-senadores-que-pediram-mais-oito-anos.pye o resultado emos-senadores-que-pediram-mais-oito-anos.json.
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